Bolsonaro recebe alta hospitalar e cumprirá prisão domiciliar por decisão do STF

Ex-presidente ficará em casa por 90 dias com monitoramento eletrônico após internação por pneumonia
Jéssica Gomes
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Após duas semanas de internação, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e passou a cumprir prisão domiciliar em Brasília, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A autorização para a mudança no regime de cumprimento da pena foi concedida ainda na terça-feira (24), após análise de pedido da defesa e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. A decisão estabelece um prazo inicial de 90 dias, considerado necessário para a recuperação completa do ex-presidente.

Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, na capital federal, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. Durante o período, chegou a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e apresentou melhora progressiva até receber alta médica.

Mesmo em prisão domiciliar, o ex-presidente seguirá submetido a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, enquanto cumpre a pena de 27 anos de prisão determinada pelo STF no âmbito da condenação por tentativa de golpe de Estado.

A decisão do Supremo ocorre no contexto da execução da pena de Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. A autorização para prisão domiciliar segue precedentes legais que permitem a flexibilização do regime em casos de saúde, desde que mantidas medidas de controle, como o monitoramento eletrônico.

Contexto jurídico e repercussão

A medida pode gerar reações no meio político e jurídico. Defensores da decisão apontam que a legislação prevê alternativas à prisão em regime fechado em situações de saúde que exigem cuidados contínuos.

Por outro lado, críticos avaliam que a concessão da domiciliar pode ser interpretada como tratamento diferenciado, especialmente diante da gravidade da condenação. A discussão deve se estender nos próximos dias, tanto no campo político quanto entre especialistas em direito penal.

A evolução do quadro clínico de Bolsonaro e o cumprimento das condições impostas pelo STF serão determinantes para eventual revisão da medida ao término do prazo inicial.

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