Lula critica ameaças de Trump e sai em defesa do papa Leão XIV

Presidente brasileiro vê riscos à democracia e reforça apoio ao pontífice em meio a tensões internacionais
Jéssica Gomes
Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta terça-feira (14), as declarações e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente no contexto da guerra envolvendo o Irã, classificando a postura como “inconsequente” e prejudicial à democracia.

Em entrevistas concedidas a veículos de comunicação, Lula afirmou que o líder norte-americano adota uma estratégia baseada em narrativas para reforçar a imagem de superioridade dos EUA. Segundo ele, esse comportamento não condiz com o papel global do país.

Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, disse o presidente, ao alertar também para impactos econômicos do conflito, como a alta nos preços dos combustíveis.

Defesa do papa e tensão internacional

Lula também manifestou solidariedade ao Papa Leão XIV, que recentemente entrou em rota de colisão com Trump após criticar ações militares e defender a paz no cenário internacional.

O presidente brasileiro afirmou que concorda com as críticas feitas pelo pontífice e reforçou que líderes globais não devem agir com intimidação.

Quero ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, declarou.

A troca de declarações entre Trump e o papa escalou nos últimos dias. O presidente dos EUA chegou a atacar o pontífice publicamente, enquanto o líder da Igreja Católica respondeu dizendo que não teme o governo americano e seguirá defendendo a paz.

Disputa de narrativas e impacto político

O episódio evidencia um embate que vai além da diplomacia tradicional, envolvendo religião, política externa e comunicação pública. De um lado, Trump tem adotado um discurso mais agressivo, inclusive com ameaças ao Irã; do outro, o papa tem se posicionado como voz ativa contra a guerra e em defesa do diálogo internacional.

Ao se posicionar, Lula se insere nesse cenário como aliado do multilateralismo e crítico de posturas consideradas autoritárias, reforçando sua linha diplomática de defesa da negociação e da estabilidade global.

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