O boletim de ocorrência registrado sobre a morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley trouxe novos detalhes sobre a cena encontrada no apartamento onde ele morava, no bairro da Mooca, Zona Leste de São Paulo.
Segundo o documento policial, o imóvel estava organizado e sem sinais aparentes de violência, luta corporal ou invasão. Apesar disso, havia vestígios de sangue no local.
Gabriel foi encontrado caído de bruços na cozinha, com o rosto avermelhado e presença de sangue. Ainda conforme o registro, a perícia não identificou indícios de confronto físico ou qualquer evidência de crime dentro do apartamento.
O caso foi inicialmente registrado no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas, como morte suspeita. Posteriormente, o atestado de óbito apontou que o influenciador sofreu uma morte súbita provocada por cardiomiopatia hipertrófica — doença caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco.
Porta foi arrombada após dias sem contato
Familiares e amigos passaram dias tentando contato com Gabriel sem sucesso. Preocupado com o desaparecimento desde a noite de quinta-feira (21), um amigo decidiu ir até o condomínio onde o fisiculturista morava.
Funcionários do prédio informaram que ele estaria dentro do apartamento. Como as luzes permaneciam acesas e Gabriel não respondia às mensagens, ligações ou chamados na porta, a entrada precisou ser arrombada com apoio dos funcionários do condomínio.
O amigo, que conhecia Gabriel havia cerca de quatro anos e também trabalhava com ele, contou à polícia que o último encontro entre os dois ocorreu em uma academia da Mooca, também na quinta-feira, durante aproximadamente 30 minutos.



