Bahia e Vitória terão de acompanhar de perto a mudança no limite de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro. A partir de 2027, os clubes poderão relacionar até oito atletas não brasileiros por partida, número que será reduzido gradualmente até chegar a cinco em 2030.
A alteração terá impactos diferentes nos dois principais clubes baianos. O Bahia atualmente conta com nove estrangeiros no elenco e foi um dos três clubes que votaram contra a proposta. Já o Vitória possui seis atletas de outras nacionalidades e, no cenário atual, já estaria dentro do limite previsto para 2030.
Bahia terá de administrar elenco com nove estrangeiros
O Bahia possui atualmente nove estrangeiros no elenco profissional. São cinco argentinos — Alejo Véliz, Guido Herrera, Lautaro López, Mateo Sanabria e Román Agustín Gómez —, um espanhol, Marco Moreno, e três uruguaios: Michel Araújo, Kike Oliveira e Nicolás Acevedo.
Com o limite atual de nove jogadores relacionados por partida, o Tricolor consegue utilizar todos os atletas estrangeiros disponíveis em uma mesma súmula, caso necessário.
A partir de 2027, porém, pelo menos um deles ficará fora de cada partida quando os nove estiverem à disposição. O limite continuará caindo nos anos seguintes, até chegar a cinco em 2030.
A regra não impede que o Bahia mantenha nove ou mais estrangeiros sob contrato. A restrição será sobre a quantidade que poderá ser relacionada em cada jogo.
O Tricolor votou contra a mudança ao lado de Flamengo e Londrina. A posição do clube ganha relevância justamente pelo atual perfil do elenco, que possui uma quantidade de estrangeiros acima do limite que será adotado no futuro.
Vitória tem seis e já se aproxima do novo limite
O cenário do Vitória é diferente. O Rubro-Negro conta atualmente com seis estrangeiros: os argentinos Brítez, Pochettino, Martínez e Tarzia; o português Ismael; e o uruguaio Laquintana.
Com seis atletas, o Vitória está abaixo do limite de oito que entrará em vigor em 2027 e fica apenas um jogador acima do teto que será estabelecido em 2030.
Na prática, caso o clube mantenha atualmente a mesma quantidade de estrangeiros, a nova regra terá impacto menor sobre a montagem das escalações do Rubro-Negro. O cenário pode mudar, porém, caso o Vitória contrate mais atletas de fora do país nas próximas temporadas.
Redução será gradual
A proposta aprovada pelos clubes prevê uma redução progressiva do número de estrangeiros que podem ser relacionados no Brasileirão:
- 2026: até 9;
- 2027: até 8;
- 2028: até 7;
- 2029: até 6;
- 2030: até 5.
A quantidade de estrangeiros que cada clube poderá manter no elenco não será limitada. A regra interfere apenas nos jogadores que podem constar na súmula de cada partida.
Mudança também prevê mais espaço para jovens
A alteração faz parte de um pacote de medidas voltadas à formação de atletas. A partir de 2027, os clubes poderão inscrever até 50 jogadores no Brasileirão, com pelo menos 20 deles tendo até 23 anos.
A proporção será ampliada gradualmente até 2030, quando a previsão é de 25 atletas de idade livre e outros 25 com menos de 23 anos.
A justificativa para as mudanças considera, entre outros fatores, a média de idade do Campeonato Brasileiro, estimada em 28,5 anos, acima das principais ligas europeias citadas no levantamento.
Para Bahia e Vitória, a nova regulamentação coloca perfis diferentes de planejamento em jogo. Enquanto o Tricolor terá de administrar um elenco que atualmente já alcança o limite máximo permitido para 2026, o Rubro-Negro parte de uma quantidade mais próxima do teto que será adotado nos próximos anos.



