Lula critica adversários e volta a defender fim da escala 6×1 em ato no DF

Em Ceilândia, presidente também falou em soberania nacional e afirmou que o Brasil não será governado por pessoas ligadas ao Banco Master
Redação
Bruno Peres/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 durante um ato de campanha em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, nesta sexta-feira (9). No discurso, Lula também fez críticas aos adversários e afirmou que o país não será governado por pessoas que classificou como sócias do Banco Master.

A proposta de redução da jornada de trabalho prevê cinco dias de atividade e dois de descanso. O tema está em discussão no Congresso Nacional por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Durante o evento, Lula também criticou setores políticos que, segundo ele, têm posições contrárias aos interesses nacionais. Ao mencionar a pandemia de Covid-19 e o Banco Master, declarou: “Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas com covid-19. Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro”.

O presidente ainda confirmou participação em um novo ato de campanha neste sábado (10), em Natal, e afirmou que pretende ampliar a presença nos debates e nas redes sociais durante o segundo turno. “Agora, estou virando rei da selfie!”, brincou.

Defesa da soberania nacional

Acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), e da candidata a vice na chapa, Dora Gomes, Lula também abordou a soberania nacional.

No discurso, afirmou que seu grupo político representa os que defendem os interesses brasileiros e contrastou essa posição com a de adversários que, segundo ele, favoreceriam os Estados Unidos na exploração das riquezas do país.

“Essa é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano. Do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e a riqueza do Brasil são do povo brasileiro”, declarou.

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