O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, confirmou nesta segunda-feira (2) o interesse da oposição em ter o senador Angelo Coronel (PSD) compondo a chapa majoritária para as eleições de 2026. Em entrevista à TV Band Bahia, Neto fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), acusando a legenda de tentar excluir aliados históricos em nome da concentração de poder.
Segundo ACM Neto, a movimentação do PT para formar uma chapa “puro-sangue” na Bahia evidenciou uma crise na base governista e revelou o tratamento dispensado a antigos parceiros políticos. Para ele, a tentativa de deixar Coronel fora da composição majoritária demonstra desconsideração com a trajetória do senador.
“O PT é insaciável. É uma fome de poder, de ocupação de espaços, que é uma coisa inacreditável. Governam a Bahia há 20 anos e agora querem fazer uma chapa puro-sangue, desprezando uma figura do tamanho e da liderança política de Angelo Coronel, que esteve ao lado deles por uma década”, afirmou.
ACM Neto ressaltou que Coronel tem peso político e histórico relevante no estado, lembrando que o senador presidiu a Assembleia Legislativa da Bahia por dois anos e cumpre seu segundo mandato no Senado. Segundo ele, a oposição vê no parlamentar um nome estratégico para a disputa.
“Posso assegurar que o nosso desejo é ter Angelo Coronel na nossa chapa, disputando uma das vagas ao Senado ao nosso lado nas eleições de 2026”, declarou.
Apesar do discurso crítico ao PT, ACM Neto buscou afastar a ideia de um conflito direto com o PSD. Ele afirmou que não há qualquer movimento para enfraquecer o partido nem para questionar a liderança do senador Otto Alencar, presidente da legenda na Bahia.
“Não existe nenhuma tentativa de questionar a presidência e a liderança do senador Otto Alencar no PSD. O nosso desejo é avançar com Angelo Coronel pelo tamanho político que ele tem e pelo grupo que representa”, disse.
O ex-prefeito afirmou ainda que, após os desdobramentos recentes no cenário político baiano, considera natural iniciar um diálogo direto com Coronel. Segundo ele, não há acordo fechado, mas o ambiente político já permite conversas mais objetivas.
As declarações aprofundam o embate entre oposição e governo na Bahia e ampliam a pressão sobre a base aliada do PT, que enfrenta dificuldades para acomodar diferentes forças políticas na formação da chapa para 2026.



