Flávio Bolsonaro defende mudanças na Constituição, se eleito presidente

Candidato do PL recebe respaldo da União Progressista e do Novo e cita alterações em regras tributárias, maioridade penal e reeleição
Redação
Reuters/DIEGO HERCULANO/Proibida reprodução

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, recebeu nesta quarta-feira (8) o apoio formal da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, para o segundo turno da eleição. O partido Novo, do ex-candidato Romeu Zema, também declarou apoio ao senador.

Zema recebeu pouco mais de 326 mil votos no primeiro turno, o equivalente a 0,27% dos votos válidos.

Durante coletiva em Brasília, realizada para oficializar o apoio da União Progressista, Flávio voltou a defender mudanças na Constituição. Entre os temas citados estão alterações em pontos da reforma tributária, redução da maioridade penal e uma reforma no Judiciário.

Segundo o candidato, algumas dessas medidas precisariam ser aprovadas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs).

“Tem que haver uma reforma no Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que precisam ser feitos por PEC“, afirmou.

Fim da reeleição

Flávio também defendeu o fim da possibilidade de reeleição para cargos do Executivo. Ele afirmou que, caso seja eleito presidente, não pretende disputar um segundo mandato e pretende encaminhar a proposta ao Congresso Nacional.

Segundo o candidato, caberá aos parlamentares definir os critérios de uma eventual mudança, incluindo a duração dos mandatos e quais cargos seriam alcançados pela nova regra.

“É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de quatro, de cinco anos; se vai valer só para presidente [da República], se vai valer também para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir“, declarou.

Força do PL no Congresso

O apoio dos partidos ocorre após o resultado das eleições para o Congresso no primeiro turno. O PL ampliou sua representação e terá 28 senadores e 121 deputados federais na próxima legislatura, formando a maior bancada da Câmara.

O PT, por sua vez, conquistou seis vagas no Senado, incluindo as duas cadeiras em disputa na Bahia, além de uma em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Na Câmara, a segunda maior bancada será a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 88 deputados eleitos, seis a mais do que na eleição anterior.

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