Flávio Bolsonaro e Lula avançam ao segundo turno da eleição presidencial

Candidato do PL terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o petista teve 45,16%
Redação
Reprodução/Web

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno da eleição para presidente da República. Os dois foram os candidatos mais votados no primeiro turno, realizado neste domingo (4), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com 99,99% das urnas totalizadas até as 23h21, Flávio Bolsonaro aparecia em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.103.033 votos. Lula registrava 45,16%, com 53.870.724 votos.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A nova votação ocorre porque nenhum dos candidatos alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro

Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro afirmou, em coletiva de imprensa, que a votação representa um desejo de mudança no país.

O candidato do PL destacou a quantidade de votos recebidos e disse que pretende apresentar, durante a campanha do segundo turno, suas propostas para um eventual governo.

Flávio também afirmou que pretende reduzir o número de ministérios, indicará ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu o fim da reeleição para cargos do Executivo.

“Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição. Eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro no centro do meu governo“, declarou.

Lula

Lula fez um discurso por volta das 21h40, em um auditório de um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente agradeceu aos eleitores e reconheceu que esperava vencer a disputa ainda no primeiro turno.

O petista afirmou que a segunda etapa da eleição permitirá uma nova apresentação das propostas e trajetórias dos candidatos.

“Nós acabamos de ter uma lição da democracia no Brasil com a votação do povo brasileiro“, disse Lula.

O presidente também criticou Flávio Bolsonaro e afirmou que pretende explorar, durante a campanha do segundo turno, aspectos da trajetória política do adversário.

“Do outro lado, nós temos apenas incerteza, com uma biografia de um passado tenebroso. Não existe nada que possa vislumbrar um horizonte promissor para a sociedade brasileira“, declarou.

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