Valdemar defende anistia a condenados do 8 de Janeiro e questiona crime por planejar golpe

Presidente do PL reconheceu que houve discussão sobre uma ruptura institucional em 2022 e afirmou que planos não executados não deveriam gerar punição
Redação
Beto Barata/PL/Divulgação

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu nesta quarta-feira (7) a concessão de anistia a pessoas condenadas por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, ele também afirmou que o planejamento de um golpe não deveria ser considerado crime caso não tenha sido executado.

Valdemar reconheceu que houve discussões sobre um golpe durante o fim do governo Jair Bolsonaro, mas argumentou que a ausência de execução deveria impedir a punição criminal. A posição foi apresentada pelo dirigente ao defender a anistia para os envolvidos.

A legislação brasileira, contudo, prevê os crimes de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e o Supremo Tribunal Federal já condenou réus por essas condutas no contexto dos atos antidemocráticos.

Defesa de anistia

Ao tratar da proposta, Valdemar afirmou que a intenção seria beneficiar militares que, segundo sua avaliação, estariam presos injustamente.

O dirigente também demonstrou confiança de que Jair Bolsonaro poderá deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Valdemar, o candidato concederia anistia aos condenados.

Possibilidade de novo plano

Questionado sobre a possibilidade de uma nova articulação semelhante ocorrer durante um eventual governo de Flávio, Valdemar inicialmente respondeu “sei lá”. Em seguida, afirmou que uma nova tentativa não aconteceria e citou as consequências enfrentadas por Jair Bolsonaro após a investigação e o processo relacionados à tentativa de golpe.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.

Mudanças na Constituição

Valdemar também comentou a proposta de Flávio Bolsonaro de promover mudanças na Constituição. Inicialmente, afirmou que a preocupação do candidato estaria relacionada à área tributária, à redução de impostos e ao número de ministérios.

Na sequência, citou o fim da reeleição como uma das alterações pretendidas pelo candidato.

Impeachment de ministros do STF

O presidente do PL também foi questionado sobre a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Valdemar não garantiu que a medida será adotada e afirmou que o tema deverá ser discutido pelo Congresso Nacional.

Em outra entrevista recente, o dirigente defendeu cautela na discussão sobre o impeachment de ministros e afirmou que o Senado deverá avaliar a questão.

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