A Bahia registrou aumento nos casos de violência sexual contra adolescentes, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
De acordo com o levantamento, 8,6% dos estudantes entre 13 e 17 anos afirmaram já ter sido ameaçados, intimidados ou forçados a realizar algum ato sexual contra a própria vontade. O número representa um crescimento de mais de três pontos percentuais em relação a 2019, quando o índice era de 5,1%.
A pesquisa ouviu 6.758 alunos de 192 escolas públicas e privadas no estado e traçou um panorama sobre temas como saúde mental, comportamento e violência. Entre os casos registrados, 70,4% ocorreram antes dos 13 anos de idade.
Outro dado que chama atenção é o perfil dos agressores: em 76,8% das situações, o autor da violência era alguém conhecido da vítima. Em 34,2% dos casos, a agressão foi cometida por um familiar.
O levantamento também aponta desigualdade de gênero. As meninas são as principais vítimas: 10,2% das estudantes relataram ter sofrido violência sexual, enquanto entre os meninos o índice é de 6,9%.
Apesar do aumento, a Bahia passou do 2º menor para o 10º menor percentual entre os estados brasileiros. Em 2024, os maiores índices foram registrados no Amazonas (14,0%), Amapá (13,5%) e Tocantins (13,0%).



