A Prefeitura de Salvador deu mais um passo para viabilizar o Teleférico do Subúrbio, projeto inédito de mobilidade urbana na capital baiana. Nesta terça-feira, 24, representantes do município se reuniram com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) para discutir um estudo sobre modelos de negócios que possam atrair investidores e garantir a gestão do equipamento.
Com 4,3 quilômetros de extensão, o teleférico vai conectar bairros como Praia Grande, Pirajá, Campinas de Pirajá e a região do Mané Dendê ao sistema metroviário. O trajeto contará com quatro estações — uma delas ao lado da Estação Campinas de Pirajá — além de 110 cabines sustentadas por 27 torres. A expectativa é que o modal transporte até 23 mil passageiros por dia. As obras devem durar cerca de três anos.
A proposta é reduzir drasticamente o tempo de deslocamento de moradores de áreas mais altas do Subúrbio, como Alto da Terezinha e Plataforma, que atualmente levam entre uma hora e uma hora e meia até a Estação Águas Claras. Com o novo sistema, o percurso poderá ser feito em aproximadamente 18 minutos. A tarifa será integrada ao modelo já existente no transporte público.
A reunião ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Mobilidade e integra as etapas iniciais do projeto Salvador Inclusiva, fruto de parceria entre a prefeitura e o CAF. O acordo, firmado em abril do ano passado, prevê investimentos em mobilidade urbana, inovação tecnológica e qualificação profissional ao longo de cinco anos.
Além do teleférico, o pacote inclui a ampliação de iniciativas de capacitação, como Treinar Para Empregar, Salvador Tech, Salvador Criativa e Geração SSA. A meta é qualificar até 100 mil pessoas para o mercado de trabalho, após a formação de mais de 60 mil profissionais na primeira fase do programa.



