O técnico Carlo Ancelotti fez uma autocrítica sobre a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 e admitiu que as substituições realizadas no segundo tempo foram determinantes para a derrota. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (29), o treinador afirmou que o Brasil perdeu o controle da partida após as alterações promovidas na etapa final.
De volta ao país após um período de descanso com a família, o comandante da Seleção iniciou o planejamento para o próximo ciclo e analisou o desempenho da equipe no Mundial. Segundo Ancelotti, o Brasil fazia uma boa partida até a parada para hidratação do segundo tempo.
O treinador explicou que, pouco antes da interrupção, promoveu as entradas de Danilo Santos e Neymar nas vagas de Gabriel Martinelli e Rayan. Na avaliação do italiano, as mudanças modificaram a estrutura da equipe e comprometeram o rendimento em campo.
“Acho que até a parada para hidratação do segundo tempo a equipe estava bem colocada no campo. Tivemos a oportunidade de fazer o gol no pênalti e com Endrick. A autocrítica que eu posso fazer, que eu fiz depois do jogo, é que eu mudei a estrutura do time depois da parada para hidratação e aí perdemos o controle do jogo“, afirmou.
Ancelotti também comentou as críticas sobre a baixa posse de bola da Seleção na partida contra a Noruega. O Brasil terminou o confronto com apenas 30% da posse, mas o treinador defendeu a estratégia adotada e destacou que ela está alinhada às características do elenco.
“A verdade é que você pode receber críticas porque o time teve menos posse do que a Noruega. A estrutura, as características dos jogadores não são de jogar um jogo de posse. Quando você tem na frente jogadores como Vinicius, Endrick, Estêvão e Raphinha, você não tem que fazer um jogo de posse“, completou.



