Brasil e Estados Unidos anunciaram um novo acordo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas, com foco na troca contínua de informações entre os dois países.
A iniciativa envolve a Receita Federal do Brasil e a U.S. Customs and Border Protection, que passarão a compartilhar, de forma digital e sistemática, dados sobre apreensões realizadas em portos e aeroportos.
O objetivo é permitir a identificação mais rápida de padrões, rotas e conexões entre remetentes e destinatários de cargas ilícitas, fortalecendo as investigações e ampliando a capacidade de resposta contra organizações criminosas.
O acordo foi detalhado após reunião realizada no Ministério da Fazenda, com participação de autoridades dos dois países. Segundo o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, a medida representa um avanço na cooperação internacional.
“Esse compartilhamento qualificado de informações permitirá ações mais eficazes, tanto no destino quanto na origem das cargas ilícitas”, afirmou.
A articulação ocorre na esteira de diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, e busca enfrentar o aumento da sofisticação dos métodos utilizados por criminosos para ocultar armas, drogas e componentes ilegais em contêineres e cargas aéreas.
Com a integração dos sistemas aduaneiros, investigadores dos dois países poderão cruzar informações em tempo real, ampliando o rastreamento de redes criminosas e contribuindo para operações mais coordenadas no combate ao crime organizado transnacional.



