A Praça da Revolução, no bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, será palco de uma das maiores celebrações da cultura junina da Bahia a partir desta quarta-feira (10). O Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas da Bahia reunirá 60 grupos de diversas regiões do estado até o próximo domingo (14), em uma programação gratuita que promete destacar a tradição, a criatividade e a força da cultura nordestina.
Com apresentações diárias das 10h às 21h, o evento tem como objetivo fortalecer e valorizar as quadrilhas juninas, reconhecidas como importantes manifestações da cultura popular e patrimônio cultural brasileiro. Além da competição, a iniciativa promove o intercâmbio entre grupos, incentiva a preservação das tradições juninas e movimenta a economia criativa ligada aos festejos de São João.
A disputa será dividida em três categorias, organizadas conforme o desempenho das quadrilhas em edições anteriores do campeonato.
Entre quarta-feira e sexta-feira (12), 39 grupos competem na primeira fase do torneio. Ao final das apresentações, serão anunciadas as cinco melhores colocadas. As três primeiras garantirão acesso ao Grupo Semi-Especial na edição de 2027.
No sábado (13), será a vez das 10 quadrilhas do Grupo Semi-Especial se apresentarem. As cinco melhores avançam na classificação, enquanto a campeã e a vice-campeã asseguram vaga no Grupo Especial do próximo ano.
A grande final acontece no domingo (14), quando as 10 principais quadrilhas do estado disputarão o título baiano.
A campeã representará a Bahia no Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas e também no Festival Regional da Globo Nordeste. Já a vice-campeã conquistará a vaga baiana no Concurso Regional do Nordeste, conhecido como Nordestão.
O regulamento prevê ainda o rebaixamento das duas últimas colocadas de cada categoria para o grupo inferior na edição seguinte.
Mais do que uma competição, as quadrilhas juninas representam uma das expressões culturais mais marcantes do Nordeste. Com enredos temáticos, figurinos elaborados, coreografias sincronizadas e elementos que unem dança, teatro e música, os grupos mantêm viva uma tradição transmitida entre gerações.
Além do valor cultural, o movimento junino também gera impacto econômico significativo, envolvendo costureiras, artesãos, músicos, cenógrafos, coreógrafos e diversos profissionais responsáveis pela construção dos espetáculos que encantam o público durante o período de São João.



