Vini Jr. se pronunciou pela primeira vez após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (10), o atacante lamentou a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, e fez um desabafo sobre a frustração de deixar o torneio de forma precoce.
Logo no início da mensagem, o jogador explicou por que decidiu esperar alguns dias antes de falar sobre o assunto.
“Quase quatro anos depois e novamente pensando no que escrever após uma frustração em Copa do Mundo“, escreveu.
O camisa 7 contou que precisou de um tempo para refletir antes de compartilhar seus sentimentos com os torcedores.
“Vi tantas pessoas de todas as idades me apoiando, abraçando nosso sonho, que seria injusto manter o silêncio. Mas precisava de uns dias para refletir.“
Vini também destacou o peso de vestir a camisa da Seleção Brasileira e lamentou não ter conseguido alcançar o objetivo de conquistar o hexacampeonato.
“Vestir a camisa da Seleção é o maior orgulho da minha vida.“
O atacante reconheceu que o grupo tinha potencial para ir mais longe na competição e admitiu a decepção com o resultado.
“Sei o quanto me preparei, o quanto me concentrei, o quanto queria isso por vocês, pela minha família. A sensação de frustração é absurda. Tínhamos um grupo forte o suficiente para fazer mais e não conseguimos.“
Pedido de desculpas e resposta às críticas
Na reta final da publicação, Vini Jr. pediu desculpas aos torcedores e prometeu continuar lutando para devolver o protagonismo da Seleção Brasileira.
“Peço desculpas e lutarei pelo nosso sonho de voltar ao topo do mundo.“
Apesar da eliminação, o atacante do Real Madrid terminou o Mundial como o brasileiro com mais gols marcados, todos anotados ainda na fase de grupos. Após a derrota para a Noruega, no entanto, ele passou a ser criticado por não ter cobrado o pênalti que poderia colocar o Brasil em vantagem durante a partida.
Depois do jogo, Vini explicou que a definição do cobrador foi feita previamente pelo técnico Carlo Ancelotti.
“Ele escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso, nunca quis a artilharia da competição e, por isso, quem bateu foi o Bruno. Ele batia melhor do que eu“, afirmou.
O atacante também negou que tenha evitado assumir a responsabilidade na cobrança.
“Muita gente vai falar que não quis, eu nunca fugi. Bato os pênaltis no Real quando o treinador me escolhe“, concluiu.



