CBF e clubes aprovam novas regras para aumentar tempo de bola rolando no futebol brasileiro

Medidas entram em vigor imediatamente e podem acrescentar até seis minutos de jogo por partida nas principais competições nacionais
Redação
Fábio Souza/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, nesta segunda-feira (10), novas regras de arbitragem para as competições nacionais. As mudanças entram em vigor imediatamente e têm como principal objetivo reduzir o tempo perdido com paralisações durante as partidas.

As medidas serão aplicadas nas Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino, na Série A1 do futebol feminino e na Copa do Brasil. As regras são definidas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por estabelecer e alterar as leis do futebol, e algumas já foram utilizadas na Copa do Mundo.

De acordo com a CBF, o objetivo é aproximar o futebol brasileiro da meta estabelecida pela FIFA de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo.

Um estudo elaborado pela Opta para a CBF estima que as novas medidas podem acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de bola rolando por partida. Em um cenário mais otimista, o ganho pode chegar a 6 minutos e 22 segundos.

Entre as mudanças estão limites de tempo para goleiros com a bola nas mãos, cobranças de lateral e tiro de meta, além de novas regras para substituições e atendimento médico.

Outra novidade é que apenas o capitão poderá se dirigir ao árbitro para questionar decisões. Caso o goleiro seja o capitão, um jogador de linha será escolhido como interlocutor da equipe. O atleta que desrespeitar a determinação poderá receber cartão amarelo.

O protocolo que ficou conhecido como “Protocolo Vini Jr.” também passa a fazer parte das medidas. Jogadores que cobrirem intencionalmente a boca durante uma discussão com adversários, com o objetivo de dificultar a leitura labial, poderão ser expulsos, independentemente do conteúdo da fala.

O VAR também terá novas atribuições. O árbitro de vídeo poderá revisar um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão e, caso seja identificado um erro, a decisão poderá ser anulada.

A checagem de escanteios concedidos por engano também será incluída no protocolo, mas essa alteração só entrará em vigor em 2027 e poderá ser utilizada quando o lance resultar diretamente em gol ou pênalti.

Segundo Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, a aplicação das regras dependerá também da adaptação de clubes e jogadores.

Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol“, afirmou.

Compartilhe:

Últimas Notícias
Categorias