A Polícia Civil apreendeu mais de uma tonelada de fogos de artifício armazenados de forma irregular em Salvador e na Região Metropolitana durante uma nova etapa da Operação Em Chamas, realizada nesta quarta-feira (17). A ação ocorre a poucos dias do início dos festejos juninos e tem como objetivo reforçar a segurança na comercialização desses produtos.
Coordenada pela Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), a operação fiscalizou feiras e pontos de venda em Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas. Segundo a corporação, a iniciativa busca combater a comercialização clandestina e o armazenamento inadequado de fogos, reduzindo os riscos de acidentes durante o período de São João.
A maior apreensão foi registrada em Lauro de Freitas, onde os policiais localizaram um galpão clandestino utilizado para abastecer feiras da região. No imóvel, foram encontrados mais de mil quilos de artefatos pirotécnicos guardados sem autorização e sem as condições de segurança exigidas pela legislação.
Em Camaçari, aproximadamente 20 mil unidades de fogos que seriam vendidas de forma irregular foram recolhidas. Os agentes também interditaram um estabelecimento que funcionava sem a devida licença para comercialização dos produtos.
Já em Salvador, a fiscalização se concentrou em barracas e feiras autorizadas, com o objetivo de verificar a procedência dos materiais e identificar possíveis irregularidades, como a venda de produtos sem certificação.
Operação já retirou 300 mil fogos irregulares de circulação
A ação na Região Metropolitana dá continuidade às fiscalizações iniciadas no interior da Bahia na semana passada. Na primeira fase da Operação Em Chamas, cerca de 300 mil fogos de artifício irregulares foram apreendidos em diversas cidades baianas.
Além das apreensões, a Polícia Civil informou que vem orientando comerciantes regularizados sobre as normas de transporte, armazenamento e venda dos produtos.
Segundo a corporação, as fiscalizações também seguem recomendações da Corte Interamericana de Direitos Humanos relacionadas ao controle da fabricação e comercialização de fogos de artifício, além de alertar a população sobre os riscos do uso de materiais sem certificação.



